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No. 108 - Marcopolo estuda sair de Portugal
Marcopolo estuda sair de Portugal
No primeiro semestre, unidade em Coimbra montou apenas 58 ônibus

 
        A multinacional brasileira Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, pode fechar a fábrica de Portugal, a primeira filial do grupo fora do Brasil, inaugurada em 1990. A queda da demanda, intensificada com a crise internacional, levou a empresa a operar com alta ociosidade. Em janeiro, o grupo já fechou uma fábrica na Rússia.
         No primeiro semestre, saíram das linhas de montagem em Portugal apenas 58 ônibus, o equivalente à produção de um dia nas unidades brasileiras. O volume é 36% inferior ao de igual período de 2008. Em todo o ano passado, foram fabricados 200 veículos na subsidiária instalada em Coimbra, menos de 1% da produção total do grupo.


Fonte: O Estado de São Paulo
América Latina está em fase de recuperação econômica
Em julho, Brasil teve o segundo maior índice de clima econômico da região
         A América Latina entrou em uma fase de recuperação econômica. Conforme sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo, o Índice de Clima Econômico (ICE) da região atingiu 4 pontos em julho, depois de marcar 3,6 pontos em abril e ficar em 2,9 pontos na abertura do ano, o menor nível da série histórica, iniciada em 1990. "O índice do clima econômico aponta uma melhora na América Latina, mas a situação varia entre os países. Um grupo se destaca por estar em fase de recuperação (Brasil, Chile e Colômbia), além de registrar aumento tanto no índice da situação atual, como no índice de expectativas. Se confirmadas as expectativas, é possível que na próxima sondagem o Brasil passe para a fase de expansão", conforme a pesquisa divulgada em 19/08.
         Em julho, o Brasil teve o segundo maior índice de clima econômico da América Latina. O ICE do país

 

situou-se em 5,5 pontos, contra 4,6 pontos de abril. O Peru registrou a melhor leitura - o indicador ficou em 6 pontos no mês passado, ante 5 pontos do estudo antecedente. O ICE do Chile foi de 4,3 pontos em abril para 5 pontos em julho. Na Argentina, o índice partiu de 2 pontos para 3,3 pontos. No caso da Colômbia, o ICE registrou 3,8 pontos no mês passado, após os 3,2 pontos de abril. Vale notar que, em uma escala de 1 ponto a 9 pontos, marcações acima de 5 pontos indicam otimismo e abaixo daquele número, pessimismo.


Fonte: Valor Econômico
Odebrecht cria empresa para a área de saneamento
Grupo prevê investir R$ 3,6 bi em cinco anos

 
         A Odebrecht decidiu apostar alto nas oportunidades de negócios do setor de engenharia ambiental (resíduos e efluentes industriais, saneamento básico e resíduos urbanos). A estratégia foi iniciada em 17/08, com o lançamento da nova marca Foz do Brasil, que vai englobar todos os contratos de Parcerias Público-Privadas (PPP) e de prestação de serviços do grupo nesse segmento. Nos próximos cinco anos, a empresa pretende investir R$ 3,6 bi para ampliar a participação no mercado nacional.
         A previsão da Foz do Brasil é conseguir fechar 2010 com faturamento de R$ 750 milhões, proveniente dos contratos em operação (60% da área de saneamento básico e 40% da área industrial). No setor de água e esgoto, a empresa atende 19 municípios (ou 3 milhões de pessoas) em São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.


Fonte: O Estado de São Paulo
Bunge Alimentos deve construir mais uma fábrica
Empreendimento deve ser erguido na cidade de Pedro Afonso, em Tocantins
         A Bunge Alimentos, líder em processamento de soja no Brasil, tem interesse em construir mais uma fábrica no país. A cidade escolhida deverá ser mais uma vez Pedro Afonso, no Estado do Tocantins, onde a companhia inaugura em maio de 2010 sua primeira usina de álcool e açúcar em parceria com a japonesa Itochu.
         De acordo com informações do governo local, Sérgio Roberto Waldrich, presidente da empresa no Brasil, esteve esta semana no Palácio Araguaia, em Palmas, para assinar com o governo local o protocolo de intenções de implantação de uma usina esmagadora de soja para produção de óleo e derivados. Procurada pelo DCI, a assessoria da Bunge não confirmou as informações. Segundo a Secretaria da Indústria e Comércio de Tocantins, a implementação da usina de açúcar e álcool seria

 

apenas a primeira fase de um projeto entre a Bunge e o governo estadual.
         De acordo com Eudoro Pedroza, secretário da Indústria e Comércio, a ampliação da empresa no Tocantins representa mais confiança em investir no estado. "Nós vemos que estão ampliando os investimentos no nosso estado, e o que é mais importante: anunciam estudos para uma esmagadora de soja", afirmou.



Fonte: DCI
Ford prevê mercado ainda maior em 2010
Brasil deve consumir 3,1 milhões de veículos este ano, projeta montadora

 
        A sustentada queda na taxa básica de juros elevou o índice de otimismo na Ford. Segundo o presidente da empresa no Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, o mercado brasileiro de veículos pode crescer quase 10% ainda este ano, na comparação com 2008, e entre 3% e 5% em 2010. Para este ano, a direção da Ford está mais otimista do que a Anfavea, que prevê um mercado de 3 milhões de unidades. Já a Ford arrisca que o volume de vendas de veículos no Brasil em 2009 chegará a 3,1 milhões.
        À primeira vista, pode parecer que a montadora esqueceu que a redução de IPI, incentivo que o governo deu para estancar a crise de crédito na virada do ano, está prestes a acabar. Mas, para a direção da Ford, daqui
para a frente o ritmo aquecido de vendas tende a se sustentar por conta de uma "histórica trajetória de juros em queda", segundo o diretor de assuntos institucionais, Rogelio Golfarb. "Tínhamos uma visão muito pessimista no fim do ano passado; mas a situação se reverteu", diz Jorge Chear, diretor de vendas. Desde que o governo reduziu o IPI, a média diária de vendas de veículos no país subiu de 8 mil para 12,3 mil unidades.
        As previsões da Ford estão mais otimistas mesmo em relação à produção, que ainda sofre o impacto negativo de uma queda de 46,6% nas exportações acumuladas no ano. Até o final do ano, a produção de toda a indústria, segundo a direção da Ford, pode ficar entre 3,100 milhões e 3,200 milhões de veículos, o que representa ligeira retração na comparação com as 3,216 milhões de unidades que saíram das fábricas do país em 2008. Além de o aquecimento do mercado interno compensar a retração nos mercados externos, Oliveira diz, ainda, que o mercado da Argentina, principal destino das vendas externas de veículos fabricados no Brasil, deverá se recuperar ainda este ano, o que ajudaria as linhas de montagem no Brasil a recuperarem o ritmo.



Fonte: Valor Econômico
PCHs podem gerar até duas Itaipus
Pequenas usinas podem responder por até 8% da matriz energética do Brasil em 40 anos
        O Brasil vive um boom de projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que são usinas com potência entre 1 e 30 megawatts (MW) e de baixo impacto ambiental. Atualmente existem mais de 1.000 projetos de pequenas usinas em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juntas, essas usinas terão capacidade de produzir 7,5 mil MW de energia. O custo relativamente baixo de se implementar PCHs, em torno de R$ 4 milhões o MW/h, aliado ao menor tempo na expedição de licenças ambientais está atraindo a atenção de fundos de investimentos e grupos internacionais.
         As pequenas usinas podem responder por até 8% da matriz energética do país nas próximas quatro décadas. “O potencial conhecido hoje das PCHs chega a 25 gigawatts (GW) e corresponde à potência de duas Itaipus”, diz Geraldo Lúcio Tiago Filho, secretário executivo do Centro Nacional de Referência em PCHs (Cerpch), ligado à Universidade de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais.



Fonte: O Estado de São Paulo
 

Lucro dobrado



         A Klabin registrou lucro líquido de R$ 306 milhões no segundo trimestre de 2009, um aumento de 101% sobre os R$ 152 milhões de igual período de 2008. A receita líquida da empresa foi de R$ 683 milhões, com queda de 12%, e geração de caixa (Ebitda) de R$ 150 milhões, com alta de 6%. A dívida líquida totalizou R$ 3,109 bi, aumento de 37%.

Crédito do BNDES

         O conselho administrativo da Suzano Papel e Celulose autorizou a abertura de limite de crédito no valor de R$ 705 milhões com o BNDES. Segundo a Suzano, os recursos podem ser investidos na produção e em ativos. Os imóveis da empresa foram apresentados como garantia.
 
 

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