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No. 113 - Tecniplas inova com oblatação de tanques
Tecniplas inova com oblatação de tanques
Tecnologia compreendeu o uso de resinas da Ashland
Oblatação: diâmetro do tanque é temporariamente reduzido para permitir o transporte
 
         Há tempos que a Tecniplas deixou de ser associada à fabricação exclusiva de tubos e conexões de compósitos. Dirigida pelo engenheiro Giocondo Rossi, a empresa voltou-se aos equipamentos especiais, mais complexos e, por isso, de rentabilidade melhor. São torres de resfriamento, estações de tratamento de água e reservatórios que saem da prancheta de um departamento de engenharia com raro conhecimento sobre os compósitos. Prova disso foi a recente introdução no Brasil da tecnologia de oblatação de tanques que Rossi trouxe dos EUA. “Em decorrência da impossibilidade de transportá-los, nossos tanques tinham o diâmetro limitado a 7 metros. Com a oblatação, passamos a produzir reservatórios de até 15 metros, capazes de armazenar 2.500 m³”, afirma.
         Em linhas gerais, a nova tecnologia apresentada pela Tecniplas permite que as seções dos tanques sejam oblatadas, isto é, ovalizadas e acinturadas, assumindo o formato semelhante ao de um “oito”. Assim, um gigantesco
reservatório de 15 metros de diâmetro, após a oblatação, fica com “modestos” 5 metros, dimensão adequada às normas brasileiras de transporte rodoviário. No local de instalação, as seções são redimensionadas e, de forma manual, laminadas uma sobre as outras. “A oblatação pode reduzir o tempo de transporte de 90 para 10 dias. Também permite transportar, dependendo do diâmetro do tanque, dois ou três anéis em uma mesma carreta. Ou seja, significa um ganho logístico considerável”.          Os tanques são produzidos na fábrica da Tecniplas em Cabreúva, no interior de São Paulo, pelo processo de enrolamento filamentar vertical (vertical filament winding), sistema que combina espessuras relativamente pequenas com maior resistência mecânica. Para que possam ser deformadas, as seções devem ser feitas com resinas de alto alongamento na ruptura. “Dessa maneira, os tanques aceitam a oblatação e retornam à sua forma original sem qualquer prejuízo mecânico”, comenta Rossi.
         A Ashland foi selecionada para fornecer a resina dos dois projetos da Tecniplas que envolveram a oblatação: quatro tanques de 6 a 8 metros de diâmetro para a Alunorte e um de 13 metros para a Braskem. “A tecnologia de oblatação de tanques é rara e exige características especiais da resina. Além do alto alongamento, que previne a formação de fissuras durante o processo de oblatação, ela deve possuir grande afinidade com a fibra de vidro, para que gere a menor espessura de parede estrutural possível”, descreve Alexandre Jorge, gerente de desenvolvimento de negócios da Ashland.          Em ambos os casos foi utilizada a resina éster-vinílica DERAKANE MOMENTUM® 411-350, em razão da sua alta resistência química e do alongamento na ruptura da ordem de 5,5 a 6,0%. “Temos dezenas de casos similares na América do Norte em que essa resina foi aplicada com bastante sucesso. Daí porque decidimos sugeri-la para essa nova aplicação no Brasil”, expõe Jorge.

Substituição do aço
Giocondo Rossi, diretor da Tecniplas, e uma das seções do tanque de 13 m de diâmetro fornecido para a Braskem

         Segundo o diretor da Tecniplas, a oblatação abre caminho para os materiais compósitos assediarem um segmento onde atualmente predomina o aço. “Os grandes reservatórios, principalmente aqueles voltados à armazenagem de água, costumam ser fabricados de aço revestido com borracha. Acontece que é comum surgirem vazamentos resultantes da corrosão, o que não ocorre quando os tanques são feitos de materiais compósitos”.
         Ao longo de 2010, Rossi estima que a Tecniplas forneça de três a cinco tanques oblatados. “A receptividade tem sido muito boa, por isso estou certo que acabamos de abrir mais um mercado para os compósitos no Brasil”, complementa.
         Para mais informações, acesse
www.tecniplas.com.br e www.araquimica.com.br


Fonte: SLEA Comunicação
ABMACO e IPT iniciam as atividades do programa de reciclagem
de compósitos

Ashland é uma das empresas investidoras
Oliveira: crescimento do mercado depende de como a questão ambiental será tratada
 
         A Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) assinaram o contrato que dará início às atividades do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem. O projeto tem como objetivo desenvolver ferramentas que garantam a reutilização dos resíduos de no próprio processo produtivo.
         O Programa Nacional ABMACO de Reciclagem é uma ação coletiva, do tipo consórcio. Os recursos necessários para a sua realização serão inicialmente bancados por 18 empresas investidoras, entre elas, a Ashland. “O crescimento do nosso mercado depende da forma como vamos lidar com a questão ambiental”, afirma Rodrigo Oliveira, gerente comercial da empresa. Boa parte desses investimentos será destinada à pesquisa e compra de um laboratório piloto de reciclagem. O prazo estimado para a execução do programa é de 20 meses.
         Com o apoio da equipe técnica da ABMACO, o IPT classificará as partículas que formam os resíduos dos compósitos, para daí indicar a melhor forma de reaproveitá-los. A seguir, as soluções desenvolvidas poderão ser exploradas comercialmente pelas empresas integrantes do programa.
         Segundo estimativas da ABMACO, o setor brasileiro de compósitos gera cerca de 18.000 toneladas de resíduos por ano, o que corresponde a uma despesa de R$ 120 milhões com o descarte em aterros sanitários Classe 2. Em 2009, foram produzidas 182.000 toneladas do material, totalizando um faturamento de R$ 2,24 bilhões.
         Para mais informações, acesse
www.abmaco.org.br


Fonte: SLEA Comunicação

MVC registra crescimento de 9% em 2009
Empresa prevê crescer quase 30% este ano
         A MVC Componentes Plásticos, empresa do Grupo Artecola e da Marcopolo S.A., registrou crescimento de 9% em seus negócios e fechou o ano de 2009 com faturamento bruto de R$ 116 milhões. O bom desempenho do ano passado se deu devido à conquista de novos clientes, como a Mercedes-Benz, Iveco e Guerra, e ao desenvolvimento de novos projetos, principalmente, nos mercados de construção civil e automotivo.
         O segmento de construção civil foi decisivo para este bom desempenho com a participação em projetos inéditos, inclusive no exterior. Os painéis com a tecnologia exclusiva “Wall System” foram utilizados – de maneira pioneira - na cobertura do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, Uruguai.
         Segundo Gilmar Lima (foto), diretor-geral da MVC, a expectativa para este ano é crescer quase 30% no faturamento bruto e atingir R$ 148 milhões. “Parte da nossa ampliação deverá vir de novos produtos. Um dos nossos objetivos é que a participação de novos produtos na receita total atinja 20% em 2010”, explica Gilmar. “Os negócios com a CasaPrática e no segmento de construção civil também deverão puxar nosso faturamento para cima”, finaliza o executivo.


Fonte: Secco
 

China sai na frente para produzir energia limpa
País já é o maior produtor de turbinas eólicas e de painéis solares do planeta
 
         A China superou no ano passado suas antigas concorrentes Dinamarca, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, tornando-se a maior fabricante de turbinas eólicas, e este ano deverá registrar uma expansão maior ainda. Além disso, nos dois últimos anos a China ultrapassou o Ocidente destacando-se como a maior fabricante de painéis solares do mundo. E trabalha com igual intensidade para construir reatores nucleares e centrais elétricas mais eficientes movidas a carvão.
         Os seus esforços para dominar tecnologias destinadas à produção de energia renovável apontam para a perspectiva de que, algum dia, o Ocidente possa trocar sua dependência do petróleo do Oriente Médio pela possibilidade de explorar a produção de energia mediante painéis solares, turbinas eólicas e outros equipamentos fabricados na China. "A maior parte dos equipamentos para a produção de energia trará

impressa a frase "Made in China", disse K.K. Chan, executivo do Nature Elements Capital, um fundo de ações de Pequim, que se concentra em energias renováveis.


Fonte: O Estado de São Paulo
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