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No. 104 - Grupo Ruas recupera Caio e parte para novos investimentos
Grupo Ruas recupera Caio e parte para novos investimentos
Capacidade de 12 mil carrocerias/ano é a meta da empresa para 2010
Modelo articulado da Caio/Induscar
 

         Em Botucatu, a falência da Companhia Americana e Industrial de Ônibus (Caio) teve o processo traumático aliviado pela rápida intervenção de dois atores: um decidido juiz do trabalho, Ítalo Morelli, à época servindo na região, e um grupo empresarial que se dispôs a assumir riscos para salvar o empreendimento e, na esteira, a manutenção de seu patrimônio, já que estava na lista dos maiores frotistas da encarroçadora, fundada há 63 anos.
         Em março último, o prédio e as instalações da marca foram arrematadas em leilão pelo Grupo Ruas, o mesmo que em janeiro de 2001 assumiu o encargo de recuperar a empresa mediante remuneração pelo uso dos ativos à massa falida. "Nós demos certo. É uma vitória de muito esforço e coragem", diz em tom de comemoração o discreto e contido engenheiro Maurício Lourenço da Cunha, diretor industrial da Caio/Induscar. "Passei a viver a empresa integralmente." Maurício, filho de um dos controladores, há 9 anos mudou com a família para Botucatu, distante 250 km de São Paulo, onde morava e está a sede do Grupo Ruas, conglomerado que reúne frota de 4 mil ônibus urbanos, a rede Divena de revendas Mercedes-Benz e, agora, definitivamente a Caio, a maior encarroçadora do Brasil.          "Com a eclosão da crise, os negócios caíram e suspendemos temporariamente os planos de expansão, mas, agora, decidimos ir em frente e investir R$ 20 milhões, R$ 5 milhões em obras civis e R$ 15 milhões em equipamentos. Em dois anos, até 2010, nossa meta é aumentar a capacidade em 50%, chegando na casa de 12 mil carrocerias por ano", disse Cunha.
         Dona do prédio, da marca e dos equipamentos, a Induscar, nome da empresa dos novos controladores, pode usar livremente a marca Caio. "Em 2009, teremos um volume menor, uma queda de 25% em relação ao ano passado, quando batemos todos os recordes, mas não ganhamos dinheiro. Em 2010 retomaremos os níveis de 2008, mas aí dentro de outro contexto, com capacidade instalada ampliada e trabalhando com lucro e mais folga", projeta.
         Para chegar à capacidade de 12 mil carrocerias por ano em 2010, o grupo já começou a abrir espaço na fábrica atual. "Estamos tratando de remover os gargalos. Transferimos a área de fibra (teto, frente e traseira) para a empresa vizinha, pertencente ao grupo, a FiberBus. Com isso, liberamos espaço para receber áreas de poltrona, janela, porta e tapeçaria".
         O espaço de 95 mil metros quadrados construídos da fábrica será dedicado integralmente às fases de subconjunto, estruturas, pintura e acabamento. "Vamos fazer as obras civis e introduzir novas cabines de estufa e de pintura. Isso tudo sem que a fábrica deixe de funcionar, como se faz numa padaria", diz Maurício, referência às origens de comerciantes, tanto de seu pai como de José Ruas.
         Sem contar o pessoal das coligadas (FiberBus, peças em fibra, e Inbrasp, peças plásticas) só o quadro da Induscar/Caio tem 3 mil funcionários. É o maior empregador de Botucatu. "Contratamos 50 ônibus só para levar e trazer os funcionários que moram num raio de 50 km da fábrica", diz Maurício.


Fonte: Gazeta Mercantil
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SP terá laboratório dedicado a pesquisas sobre compósitos na aviação
Convênio entre governo, IPT, Fapesp e BNDES prevê investimentos de R$ 90,5 milhões
         Foi feito em março um contrato para implantação do primeiro laboratório voltado à pesquisa de estruturas leves para a aviação. O laboratório, que será construído no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) e ocupará uma área de 4.000 m², faz parte de um acordo entre o Governo do Estado de São Paulo, IPT, Fapesp e BNDES. Ele terá como base o desenvolvimento de pesquisa na área de materiais compósitos, tais como fibra de carbono em matriz polimérica, para a produção de peças mais leves e resistentes para a indústria aeronáutica.
         O diretor-presidente do IPT, João Fernandes de Oliveira, explicou que o projeto estudará o aumento da resistência dos materiais
estruturais das aeronaves, permitindo a
 
manutenção de maior pressão e umidade dentro da cabine, mas sem aumentar o peso da estrutura. Oliveira ressaltou que o laboratório permitirá desenvolver várias aplicações de materiais na indústria. “Apesar de ter foco no ramo aeronáutico, o empreendimento também será capaz de desenvolver tecnologias em aplicações na indústria automobilística e de autopeças, petróleo e gás, naval, bélica, geração e transporte de energia elétrica, construção civil e bens de capital”.
          O convênio entre essas entidades prevê investimentos de R$ 90,5 milhões para construir, equipar e operar o laboratório, sendo que a Secretaria do Desenvolvimento do Estado de São Paulo já destinou R$ 2,5 milhões em dezembro de 2008 para adequar o novo laboratório ao local cedido pela prefeitura.


Fonte: Plástico Industrial

Suzano sente recuperação da demanda
Empresa registrou lucro de R$ 90 milhões no 1º T
 
         A Suzano Papel e Celulose encerrou o primeiro trimestre com uma recuperação de seus negócios frente aos últimos três meses do ano passado, quando a empresa foi duramente atingida pelas variações cambiais, baixa nos preços internacionais das commodities e retração mundial da demanda. Com lucro de R$ 90 milhões no período, ante prejuízo de R$ 495 milhões registrado no fim de 2008, a companhia afirma já sentir um avanço na demanda por papel e celulose. "Desde março, estamos percebendo, em geral, uma recuperação das vendas", afirma o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto (foto).
         Segundo ele, a recuperação ainda não pode ser verificada nos mercados da América do Norte e na Europa. "Mas já sentimos com certeza uma melhora no mercado asiático", afirmou. Nas vendas de celulose da empresa, que avançaram 27,8% frente ao último trimestre do ano passado, o mercado asiático teve uma participação de 48,1% das entregas. Enquanto isso, a Europa recebeu 31,1% da produção da companhia e o mercado nacional, apenas 12,7%.


Fonte: Valor Econômico
 
Vinhaça pode ser reduzida em 50%
Cientistas duplicam teor alcoólico dos tanques de fermentação
         Pesquisadores da academia e da iniciativa privada descobriram uma maneira de reduzir pela metade a quantidade de vinhaça resultante da produção de etanol. A vinhaça é o principal resíduo da indústria da cana – uma mistura de água com matéria orgânica e sais que não pode ser despejada nos rios. A solução desenvolvida pelos cientistas foi duplicar o teor alcoólico dos tanques de fermentação, o que permite produzir mais álcool (e menos vinhaça) com o mesmo volume de açúcar. A maioria das usinas trabalha com teor alcoólico de 8% nos tanques. Acima disso as leveduras responsáveis pela fermentação morrem. Assim, são produzidos até 12 litros de vinhaça, que as usinas reaproveitam como adubo.
         Mas, a quantidade de vinhaça é muito grande, com alto custo de dispersão. Pelo novo processo, o teor alcoólico da fermentação chega a 16%. O resultado final da fermentação é menos vinhaça no tanque, mais viável economicamente para dispersão, com menos impacto ambiental. “Em vez de dez caminhões, você precisa de cinco”, resume Luiz Carlos Basso, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP - Universidade de São Paulo. Ele é um dos cientistas parceiros da consultoria Fermentec, que financia a pesquisa realizada há quatro anos na Usina da Pedra, em Serrana (SP).


Fonte: O Estado de São Paulo


 
Lagoa de vinhaça
II Workshop de Tecnologia em Compósitos



         Márcia Cardoso (foto), gerente técnica da Ara Ashland, apresentará a palestra “RTM, RTM Light e infusão: comparações e benefícios” no II Workshop de Tecnologia em Compósitos, evento que acontecerá em São Paulo, na manhã de 21/05. A Redelease, distribuidora da Ara Ashland, é a organizadora do workshop, que tem o apoio da AkzoNobel. As inscrições podem ser feitas através do e-mail deborah@redelease.com.br ou pelo fone (11) 2907-1840.

VCP assume Aracruz

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         A Aracruz divulgou Fato Relevante na noite de 30/04 confirmando a conclusão da operação pela qual a Votorantim Celulose e Papel (VCP) passou a deter 84% do seu capital votante. Segundo o comunicado, a família Safra, assim como já haviam feito as famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga, alienou, no dia 29 de abril, as ações que possuía da Aracruz para a VCP.
 
Saneamento na web

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         Está disponível na internet a 13ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos, ano de referência 2007, no âmbito do SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades. O diagnóstico e o aplicativo podem ser acessados no site www.snis.gov.br.
 
 

ARA NEWS CLIPPING é um informativo que reúne as últimas notícias sobre o mercado brasileiro de compósitos e temas inerentes ao próprio setor, a exemplo dos balanços da indústria química, novidades no reduto de transportes e investimentos na construção civil, entre uma outra série de tópicos relevantes.
Esse informativo é uma das ações que fazem parte da estratégia desenvolvida pela Ara Ashland para o aprimoramento do mercado brasileiro de compósitos.

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Ara News Clipping No. 104 -
 
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